ESPETÁCULO DE PLAYBACK THEATRE
O espaço da criatividade na re-construção de identidades
- LOWENFELD, Viktor. A criança e sua arte (um guia para os pais). 2ª edição. São Paulo: Editora Mestre Jou, 1977. 228p
- MAY, Rollo. A coragem de criar. 2ª edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1983. 143p.
- NUNES, Benedito. Introdução à filosofia da arte. 2ª edição. São Paulo: Ática, 1989. 128p.
- PHILIPPINI, Ângela. Arteterapia, um caminho. In: Imagens da Transformação. Luzazul Editorial, 1994. pp. 04-07
- OSTROWER, Fayga. Loucura e criatividade artística. In: Imagens da Transformação. Luzazul Editorial, 1994. pp. 22-26
- FONSECA, José. Psicodrama da Loucura: correlações entre Buber e Moreno. São Paulo:Agora,1980.
- MASSARO, Geraldo. Loucura: uma proposta de ação.São Paulo:Agora,1994.
Curso: Introdução à abordagem Sócio-Psicodramática
A proposição deste curso vem atender a demanda atual com o objetivo de implementar esta modalidade terapêutica a favor de todos envolviods no processo.
PROGRAMA DO CURSO
- História da Socionomia: Jacob Levy Moreno
- Filosofia do Momento
- Espontaneidade-Criatividade
- Teoria dos papéis e Clausters
- Teoria dos Vínculos
- Átomo Social
- Esquema de Desenvolvimento humano - Matriz de Identidade
- Técnicas e fundamentos
- Psicodrama, Sociometria, Sociodrama e Jogos PsiScodramáticos
CARGA HORÁRIA: 36 HORAS - Módulos Mensais
FACILITADORA: Dolores Maria Pena Solléro
Espetáculos da Trupe Encontrarte de Playback Theatre no ano de 2010
Grupo de Estudo sobre Teatro Espontâneo
Grupo de estudo:"O TEATRO ESPONTÂNEO E TERAPÊUTICO"
O grupo de estudo é coordenado por Dolores Pena, psicóloga, psicodramatista, associada à FEBRAP , professora do curso de especialização em Psicodrama do IMPSI - Instituto de Psicodrama Jacb Levy Moremo, em BH e Theaterer.
Fazer Teatro Espontâneo possibilita, especialmente, o desenvolvimento da espontaneidade-criatividade.
O Teatro da Esponaneidade foi criado por Jacob Levy Moreno, entre 1921 e 1923, como proposta sócioterapêutica e evoluiu para o Psicodrama: método psicoterápico e sócio-educacional largamente aplicado pelos psicodramatistas.
A partir de então foram desenvovidas outras modalidades do teatro espontâneo. O Playback Theatre, foi criado por Jonathan Fox e Jo Salas, nos E.U.A, em 1975, integrando aspectos teóricos e técnicos do psicodrama e do sociodrama. Este caracteriza-se por ter um grupo fixo de atores que interpreta, de improviso, histórias e fatos contados por pessoas da platéia. É uma teatro de interação entre atores e platéia e que beneficia terapeuticamente a todos.
O T E é aplicado em grupos comunitários, empresas e escolas podendo atender a um tema específico sobre o qual se queira trabalhar. É reconhecido como recurso dinamizador de mudanças (compreensão e transformação) na perspectiva, individual, interpessoal e social.
A Oficina deTeatro Espontâneo - Playback Theatre, realizou-se nos dias 14 e 15 de agosto/09 sob a coordenação de Zoé Vale, psicodramatista e atriz espontânea, fundadora do "Vida em Cena", grupo de TE.
Após a oficina os participantes fizeram comentários sobre o que sentiram e perceberam "fazendo" teatro espontâneo.
O grupo de estudo objetiva também a formação de um grupo de Teatro Espontâneo, na modalidade Playback Theatre, para os interesados na sua aplicabilidade.
PROGRAMA 3 Es - Uma proposta primeira!
O QUE É
O programa 3 Es consiste em módulos teóricos-vivenciais com o objetivo de sensibilizar as pessoas, numa perspectiva das ECOLOGIAS: pessoal, social e ambiental. Busca sensibilizar para a mudança de hábitos e atitudes que estejam comprometendo um viver saudável e, também, para a implementação de projetos ou trabalhos específicos, em empresas, escolas ou comunidades, na área psicossocial.
PARA QUÊ
Para que as pessoas possam conhecer, valorizar e, ou resgatar princípios universais da ética e dos cuidados essenciais para com o indivíduo humano nas suas relações: consigo mesmo, no trabalho, na família, na sociedade e com o ambiente.
POR QUANTO TEMPO
Cada um dos três módulos terá uma duração aproximada de 6 horas, perfazendo um total de 18 horas de atividades.
METODOLOGIA
As atividades do programa serão desenvolvidas em módulos de 3 horas subseqüentes, em intervalos semanais ou quinzenais, a critério do grupo, utilizando-se de recursos áudio-visuais, dinâmicas de grupo, jogos dramáticos e atividades artísticas.
RESULTADOS
Estima-se que ao final do programa os participantes apresentem-se mais conscientes (do que automatizados) de suas responsabilidades humana, social e planetária reconhecendo seus recursos criativos e sua ordem de importância como “ser de relação” numa equipe, na sociedade e no mundo.
INSCRIÇÕES
Solicitamos aos interessados que enviem e-mail para: espacoencontrarte@gmail.com.br.
RELATO DE EXPERIÊNCIA
Viçosa, 11 de março/2010; Universidade Federal de Viçosa.
Convidada para mostrar o que é Psicodrama , numa turma de Dinâmica de Grupo, a um grupo de universitários, topei! E agradeço!
Poderíamos fazer , eu dirigir, um Psicodrama ou um Sociodrama, o grupo diria!
1ª Etapa: Aquecimento
Iniciei referindo-me à Moreno, a partir do texto indicado, aquecendo o grupo, com um re-conhecimento sociométrico (referindo-me à sociometria). O grupo foi se apresentando e configurando-se: estudantes de vários cursos, matriculados na mesma disciplina, percebendo diferenças e identificações...identidades, a maioria delas morando fora de casa(do grupo familiar)...universitários(exercitando autonomia)!!!
Aqueci mais especificamente o grupo, dando-lhes a consigna para observarem e reconhecerem o espaço, a sala de aula(locus do grupo), depois os colegas(o status nascendi...a interação)e a seguir perceberem a si mesmos(a matriz...o grupo). De olhos fechados, então, percebendo suas sensações e sentimentos ao se movimentarem encostando-se uns nos outros.Andando de olhos fechados. Por último, identificando suas auto-percepções foram representando no corpo sensações e sentimentos vivenciados no “aqui agora”. Identificando um sentimento e depois relacionando-os : proximidade/conforto, rejeição/desconforto ou indiferença (“tanto faz”); o grupo organizou-se sociometricamente em três sub grupos. O grupo revelou-se próximo, um clima emocional favorável .
Indagando ao grupo se alguém gostaria de partilhar uma cena a partir daquela vivência, uma estudante se apresentou: a protagonista!
2ª. Etapa: Dramatização
Contou sua estória, escolheu no grupo os personagens (ego-auxiliares) e dramatizamos a cena. Escolheu quem a representasse (com quem inverteu seus próprios papéis) e junto ao grupo reviveu a cena...temida, mau digerida! Da primeira cena sua multiplicação, para então, a “resolução”.
3ª.Etapa: Compartilhamento ou saharing
Após a dramatização chegamos ao compartilhamento. A protagonista emocionada valida sua coragem! Compartilhou com o grupo e a partir daí, vários colegas relataram suas revivescências(estórias vividas) , falando com o coração, também compartilhando sentimentos.
4ª. Etapa: Processamento
Utilizamos as técnicas psicodramáticas: o solilóquio(pensando em voz alta), a inversão de papéis(inverteu com os papéis, próprio e dos familiares envolvidos na cena) ,o duplo (emprestando a voz à protagonista ,ora aos personagens da cena nos seus contra-papéis, pelos ego-auxilires e diretora), o espelho(reproduzindo atitudes corporais da protagonista) criando possibilidades para que a protagonista, o grupo, realizasse a “catarse de integração” .O objetivo de todo Psicodrama é a catarse de integração: a reorganização psíquica e emocional a partir da integração do vivido(ação), pensado(cognição e palavra) e sentido no aqui agora. Propicia, desta forma, a transformação necessária para que a espontaneidade volte a fluir para que a tele (unidade afetiva,percepção não distorcida) prevaleça à transferência(distorções na percepção de si e do outro nos vínculos atuais, contaminando-os pelos conflitos anteriormente vivenciados).
Percorremos a “matriz de identidade”(o grupo familiar, os vínculos) identificando as marcas, e suas cargas emocionais , reconhecendo o direito de “errar” ou de “não passar”, de não necessariamente atender as expectativas dos outros(script), valorizando suas trajetórias, vitórias e conquistas(“Eu passei no vestibular!!!”).
De forma bastante respeitosa o compartilhamento revelou a todos nós presentes, o alcance do Psicodrama - a força do grupo, o valor da com-vivência.
Agradecemos à protagonista, ao grupo... Ao final, muitos beneficiados, transformando-se, re-conhecendo-se, criando novas possibilidades como jovens em pleno exercício de suas autonomia e espontaneidade... Ao reviverem suas próprias cenas, a partir da cena dramatizada, e no compartilhar de vivências e sentimentos identificamo-nos seres humanos, pertencentes, inter-relacionais.
Realço a gratidão pela genialidade de Jacob Levy Moreno, criador , da Socionomia, da sociometria e da Sociatria (Psicodrama, Sociodrama e Psicoterapia de Grupo) a quem seu filho, Jhonatan, assim se referiu:
[...] em outros tempos, Moreno talvez teria sido um profeta religioso, um mágico ou um guru; em seu próprio tempo, ele foi tudo isso e mais, um cientista. Qualquer que fosse o seu papel, ele teria procurado curar almas enfraquecidas, restabelecer vidas que não tinham sentido e ajudar aqueles que tivessem perdido seus sonhos a sonhar de novo... (MORENO, 1997, p.05).
Dolores Maria Pena Solléro
Psicdramatista –IMPSI/FEBRAP


